O mercado financeiro está sempre em busca de previsões e projeções para orientar suas decisões de investimento. E, no momento, uma das principais questões em pauta é a taxa básica de juros, conhecida como Selic. Enquanto muitos especialistas apostam em cortes mais agressivos, o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, tem uma visão diferente e projeta a Selic em patamares mais elevados no final de 2026.
Essa projeção do Itaú vai contra a média do mercado, que prevê uma Selic mais baixa no mesmo período. Mas, afinal, por que o Itaú tem essa perspectiva? E como isso pode impactar os investidores e a economia como um todo?
Para entender melhor essa projeção, é preciso analisar alguns fatores que influenciam a decisão do Banco Central em relação à Selic. Um dos principais é a inflação, que é o aumento geral dos preços dos produtos e serviços em uma economia. Quando a inflação está alta, o Banco Central tende a aumentar a Selic para controlar o consumo e, consequentemente, os preços.
E é exatamente esse cenário que o Itaú enxerga para os próximos anos. Mesquita acredita que a inflação continuará pressionada, principalmente por conta dos estímulos fiscais que costumam ser adotados em anos eleitorais. Com mais dinheiro circulando na economia, a demanda por produtos e serviços aumenta, o que pode levar a um aumento nos preços.
Além disso, o economista-chefe do Itaú também leva em consideração a situação fiscal do país. Com o aumento dos gastos públicos para combater a crise causada pela pandemia, o Brasil tem enfrentado um déficit nas contas públicas. E, para equilibrar as finanças, o governo pode precisar recorrer a medidas que impactem a inflação, como o aumento de impostos.
Diante desse cenário, Mesquita acredita que o Banco Central terá que manter a Selic em patamares mais elevados para controlar a inflação. E essa decisão pode ter um impacto significativo nos investimentos e na economia como um todo.
Para os investidores, uma Selic mais alta significa que os rendimentos de aplicações de renda fixa, como a poupança, podem ser mais atrativos. Por outro lado, os investimentos em renda variável, como ações, podem ser afetados negativamente, já que a alta dos juros pode desestimular o consumo e, consequentemente, impactar os lucros das empresas.
Já para a economia, uma Selic mais alta pode desacelerar o crescimento, já que o crédito fica mais caro e o consumo tende a diminuir. Além disso, a alta dos juros pode afetar a confiança dos empresários, que podem adiar investimentos e contratações.
No entanto, é importante ressaltar que essa é apenas uma projeção do Itaú e que o cenário pode mudar ao longo dos próximos anos. O próprio Banco Central tem adotado uma postura mais cautelosa em relação à Selic, sinalizando que os cortes podem ser mais moderados do que o mercado espera.
De qualquer forma, é fundamental que os investidores estejam atentos às projeções e às decisões do Banco Central, pois elas podem impactar diretamente seus investimentos. Além disso, é importante diversificar a carteira e contar com a ajuda de um profissional qualificado para tomar as melhores decisões.
Em resumo, enquanto o mercado aposta em cortes mais agressivos, o Itaú projeta uma Selic mais alta no final de 2026. Essa projeção é baseada em fatores como a inflação e os estímulos fiscais de um ano





