Lula empenhou-se em incluir no texto a criação de um “mapa do caminho” para a redução do uso de combustíveis fósseis, mas trecho ficou de fora
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre foi um grande defensor do meio ambiente e da sustentabilidade. Durante seus dois mandatos, ele implementou diversas políticas públicas e programas que tinham como objetivo promover o desenvolvimento econômico sem comprometer o equilíbrio ambiental. Por isso, não é surpresa que Lula tenha se empenhado em incluir no texto da Conferência sobre Mudanças Climáticas de Paris, em 2015, a criação de um “mapa do caminho” para a redução do uso de combustíveis fósseis.
O texto final do acordo, que ficou conhecido como Acordo de Paris, tinha como objetivo principal limitar o aumento da temperatura global em 2°C, em relação aos níveis pré-industriais, e ainda buscar esforços para limitar este aumento em 1,5°C. Para isso, foram estabelecidas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa para cada país. No entanto, Lula acreditava que era necessário ir além disso e criar um plano mais detalhado para alcançar essas metas.
O “mapa do caminho” proposto por Lula consistia em um plano de ação para reduzir gradativamente o uso de combustíveis fósseis e promover o uso de fontes de energia renováveis. O ex-presidente defendia que, para atingir as metas estabelecidas no Acordo de Paris, era necessário ter um planejamento estratégico e ações concretas, e não apenas compromissos verbais.
Infelizmente, este trecho ficou de fora do texto final do Acordo de Paris. Segundo Lula, isso aconteceu devido à resistência de alguns países, que não queriam se comprometer com medidas mais concretas e de longo prazo. No entanto, o ex-presidente não desistiu da ideia e continuou a lutar por um mundo mais sustentável.
Uma das ações mais importantes realizadas no governo de Lula foi a criação do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, em 2008. Este plano tinha como objetivo reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia, promover a adoção de energias renováveis e incentivar a produção agrícola sustentável. Além disso, foi durante seu governo que o Brasil se tornou um dos principais líderes mundiais na produção de biocombustíveis, como o etanol.
Outra iniciativa importante foi a criação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que incluía ações de proteção ao meio ambiente e desenvolvimento sustentável, como a construção de usinas hidrelétricas, a ampliação do uso de energia eólica e solar e a expansão do Programa Bolsa Verde, que consistia em incentivar a preservação ambiental por parte de pequenos agricultores.
Lula também defendia a importância da educação ambiental e do envolvimento da sociedade na luta contra as mudanças climáticas. Por isso, durante seu governo, o Ministério do Meio Ambiente lançou o Programa de Educação Ambiental e Mudanças Climáticas, que tinha como objetivo conscientizar a população sobre a importância da preservação ambiental e promover ações sustentáveis.
Apesar de seu empenho e dedicação, Lula não conseguiu ver seu “mapa do caminho” ser incorporado ao Acordo de Paris. No entanto, suas ações e políticas ambientais continuam sendo reconhecidas pelo mundo todo e servem de exemplo para outros países. O Brasil, por exemplo, está caminhando para alcançar a meta de redução de 80% no desmatamento até 2020, est





