A pesquisa mais recente da McKinsey Global Institute, uma das principais consultorias de estratégia do mundo, trouxe resultados surpreendentes sobre o estado atual dos investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil. De acordo com o relatório, o país registrou um crescimento de 67% nos IEDs, alcançando a marca de US$ 37 bilhões em 2020. Esses números, além de refletirem a recuperação da economia brasileira após a crise causada pela pandemia, também apontam para uma grande influência geopolítica nos fluxos de investimentos.
Os IEDs são os investimentos feitos por empresas estrangeiras em negócios no Brasil, que podem ser tanto em forma de capital, como em aquisições de empresas nacionais. Eles são considerados essenciais para o desenvolvimento econômico de um país, pois trazem capital, tecnologia, conhecimento e oportunidades de emprego. Por isso, é importante analisar o cenário atual dos IEDs no Brasil e entender como a geopolítica tem influenciado esses fluxos.
Um dos principais fatores que contribuíram para o aumento dos IEDs no Brasil foi a recente mudança de governo. Desde a posse do presidente Jair Bolsonaro, em 2019, o país tem adotado medidas para melhorar o ambiente de negócios e atrair mais investimentos estrangeiros. A aprovação da reforma da previdência, a redução da burocracia e a abertura de setores antes restritos a investidores estrangeiros foram algumas das ações que contribuíram para essa melhora.
Além disso, o Brasil se mostrou um país resiliente durante a crise causada pela pandemia. Enquanto muitas economias mundiais sofreram quedas significativas, o Brasil conseguiu manter sua estabilidade e até mesmo atrair novos investimentos. As empresas estrangeiras enxergaram no país uma oportunidade de crescimento e diversificação de seus negócios.
No entanto, a geopolítica também tem desempenhado um papel importante nos fluxos de investimentos no Brasil. A disputa comercial entre Estados Unidos e China, por exemplo, tem levado as empresas chinesas a buscar novos mercados para investir e o Brasil tem sido um dos principais destinos. O país tem uma grande produção de commodities, como soja e minério de ferro, que são altamente demandadas pela China.
Outro fator que influencia os IEDs no Brasil é a relação com a Europa. Após a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, em 2019, as empresas europeias têm demonstrado interesse em investir no país. Além disso, a relação histórica entre Brasil e Portugal também tem sido um ponto positivo para a atração de investimentos europeus.
O setor de tecnologia tem se destacado nos IEDs no Brasil. As empresas de tecnologia, principalmente as americanas, têm investido no país para expandir seus negócios e aproveitar a mão de obra qualificada e os incentivos fiscais oferecidos. A pandemia também acelerou a digitalização de muitas empresas brasileiras, o que torna o país ainda mais atrativo para investimentos no setor.
Diante desse cenário, é importante que o Brasil continue adotando medidas para atrair mais investimentos estrangeiros. A diversificação de setores e a melhora constante do ambiente de negócios são fundamentais para manter o país como um destino atrativo para as empresas internacionais. Além disso, é preciso ter uma relação diplomática equilibrada com os principais parceiros comerciais e estar atento às mudanças geopolíticas que possam influenciar os fluxos de investimentos.
Os IEDs no Brasil são uma prova de que o país tem potencial para atrair investimentos estrangeiros e se desenvolver economicamente. Com uma atuação estr





