A paralisação do governo dos Estados Unidos, que já dura mais de um mês, tem afetado diversos setores e serviços do país. Entre eles, um dos mais impactados é o setor de aviação, que tem enfrentado a falta de controladores de tráfego aéreo e funcionários da Administração de Segurança dos Transportes (TSA, na sigla em inglês). Essa situação tem gerado atrasos e cancelamentos de voos, causando transtornos para passageiros e companhias aéreas.
De acordo com informações da Federal Aviation Administration (FAA), cerca de 13.000 controladores de tráfego aéreo e 50.000 funcionários da TSA estão trabalhando sem remuneração durante a paralisação. Isso porque, com o impasse entre o presidente Donald Trump e o Congresso em relação ao orçamento do governo, muitos órgãos e agências federais tiveram suas verbas congeladas, incluindo a FAA e a TSA.
Esses profissionais são essenciais para garantir a segurança e o bom funcionamento dos aeroportos e voos nos Estados Unidos. Sem eles, os atrasos e cancelamentos se tornam inevitáveis, já que não há pessoal suficiente para realizar as tarefas necessárias, como a inspeção de bagagens e a coordenação do tráfego aéreo.
Os atrasos de voos têm se acumulado desde o início da paralisação, em 22 de dezembro de 2018. Segundo dados da FAA, mais de 10% dos voos nos Estados Unidos sofreram atrasos significativos no último final de semana de janeiro, o que representa um aumento de quase 5% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, muitos voos foram cancelados, causando transtornos para milhares de passageiros.
A situação é ainda mais preocupante para as companhias aéreas, que têm enfrentado prejuízos financeiros com os atrasos e cancelamentos. Além de terem que arcar com os custos de hospedagem e alimentação dos passageiros afetados, as empresas também sofrem com a queda na demanda por voos, já que muitos viajantes têm evitado viajar para os Estados Unidos devido aos possíveis transtornos.
Diante desse cenário, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) divulgou uma nota pedindo que o governo dos Estados Unidos encontre uma solução para a paralisação o mais rápido possível. A entidade também alertou para os riscos à segurança dos voos, já que os controladores de tráfego aéreo e funcionários da TSA estão trabalhando sob pressão e sem receber salários.
Além disso, a IATA também ressaltou a importância da aviação para a economia dos Estados Unidos, que é o maior mercado de aviação do mundo. Segundo a entidade, a aviação é responsável por 5% do PIB do país e gera mais de 10 milhões de empregos diretos e indiretos. Portanto, a paralisação do governo não afeta apenas o setor de aviação, mas também a economia como um todo.
Enquanto o impasse entre o presidente Trump e o Congresso continua, os profissionais da aviação seguem trabalhando sem receber salários. No entanto, a solidariedade e o apoio de diversas empresas e organizações têm ajudado a minimizar os impactos da paralisação. Muitas companhias aéreas, por exemplo, ofereceram voos gratuitos para os funcionários da TSA, como forma de agradecimento pelo trabalho que eles têm realizado mesmo sem receber remuneração.
Além disso, muitos passageiros também têm demonstrado compreensão e empatia com a situação dos profissionais da aviação, que estão





