Nos últimos meses, temos visto uma queda na percepção da situação econômica atual. O pessimismo tomou conta de muitos empresários e investidores, deixando-os preocupados com o futuro de seus negócios e da economia como um todo. No entanto, apesar desta queda na confiança, há um fator que tem se mostrado promissor e que tem compensado essa falta de otimismo: as expectativas.
De acordo com o Índice de Confiança Empresarial (ICE) divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), houve uma queda de 0,2 ponto em outubro em relação ao mês anterior, chegando a 94,8 pontos. Este é o terceiro mês consecutivo de queda na confiança empresarial, o que reflete o clima de incertezas e desafios que as empresas enfrentam atualmente.
No entanto, apesar desta queda, o ICE ainda se mantém acima da média histórica, que é de 91,7 pontos. Ou seja, apesar do pessimismo dominante, ainda há um certo nível de confiança no mercado. E isso se deve, principalmente, às expectativas positivas em relação ao futuro.
Um dos setores que mais têm impulsionado as expectativas é o comércio. De acordo com o ICE, o Índice de Expectativas (IE) do comércio subiu 2,5 pontos em outubro, chegando a 100,5 pontos. Esse é o maior patamar desde junho de 2013, mostrando que os empresários do setor estão otimistas com as perspectivas para os próximos meses.
Esse otimismo é resultado, em grande parte, do crescimento do comércio eletrônico durante a pandemia. Com o isolamento social e o fechamento de muitos estabelecimentos físicos, as vendas online se tornaram a principal opção para os consumidores. E isso tem beneficiado não apenas as grandes empresas, mas também os pequenos e médios empreendimentos que conseguiram se adaptar às novas demandas do mercado.
Mas não é apenas no comércio que as expectativas estão em alta. O setor de serviços também apresentou uma melhora significativa, com o IE subindo 2 pontos em outubro, chegando a 83,1 pontos. Isso se deve, principalmente, à retomada gradual das atividades e à flexibilização das medidas de distanciamento social.
Além disso, as expectativas em relação ao futuro da economia brasileira também melhoraram. O Índice de Expectativas da Indústria subiu 6 pontos em outubro, atingindo 112,8 pontos. Esse é o maior nível desde janeiro de 2013, mostrando que os empresários do setor estão otimistas com o cenário econômico do país.
Essa melhora nas expectativas é reflexo das medidas tomadas pelo governo para estimular a economia e combater os impactos da pandemia. O auxílio emergencial, a redução da taxa Selic e as diversas medidas de incentivo à produção e ao consumo têm gerado um cenário mais favorável para os negócios.
É importante ressaltar que, mesmo com essa alta nas expectativas, ainda há muitos desafios a serem enfrentados. A pandemia ainda não acabou e é preciso manter um olhar atento para as oscilações do mercado. No entanto, o aumento nas expectativas pode ser um sinal de que estamos caminhando na direção certa.
Portanto, é fundamental que os empresários e investidores não deixem o pessimismo tomar conta e continuem acreditando no potencial do mercado brasileiro. É importante também que as empresas se adaptem às mudanças e se reinventem para enfrentar os desafios impostos pela pandemia.
O momento pode ser difícil, mas é preciso olhar para o futuro com otimismo e perseverança. A queda na percep





