O índice de engajamento nos últimos anos tem sido alvo de preocupação para empresas e colaboradores. E, recentemente, esse indicador atingiu seu menor patamar em três anos, com 61% dos trabalhadores se considerando desmotivados com o trabalho. Essa realidade, que já era uma preocupação, se intensificou durante a pandemia e trouxe à tona um prejuízo oculto de R$77 bilhões.
A primeira vista, pode parecer contraditório que, mesmo com um recorde de empregos no país, os índices de engajamento estejam em queda. Porém, essa realidade aponta para um problema que vai muito além de apenas ter um emprego formal. Os dados divulgados pela pesquisa “Índice de Engajamento dos Trabalhadores Brasileiros”, realizada pela consultoria Gallup, mostram que o desengajamento pode ser ainda mais prejudicial do que se pensava.
Para termos uma melhor compreensão do problema, é importante entendermos o que é esse índice de engajamento. Ele é medido a partir da resposta dos trabalhadores em relação a três perguntas básicas: “Você sabe qual é a sua função dentro da empresa?”, “Você se sente conectado com seus colegas de trabalho?” e “Você acredita que seus esforços são valorizados?”. Quando o trabalhador responde positivamente a essas questões, significa que ele está engajado com o seu trabalho e sente sentido e propósito naquilo que faz.
No entanto, os números mostram que, apesar de o mercado de trabalho estar em crescimento, muitos colaboradores estão desengajados e isso traz prejuízos para ambas as partes. Para as empresas, o impacto se reflete diretamente na produtividade e na qualidade do trabalho entregue. Um trabalhador desengajado tende a realizar suas tarefas de forma mecânica e sem empenho, o que acarreta em resultados insatisfatórios. Além disso, a falta de motivação e comprometimento pode levar a um alto índice de turnover, gerando custos extras para a empresa com a rotatividade de funcionários.
Para os colaboradores, o desengajamento pode trazer consequências ainda mais sérias. Além de afetar sua saúde mental e emocional, o que pode levar a quadros de estresse e depressão, o desmotivado tende a ter uma baixa autoestima e sente que seu trabalho não é valorizado. Isso pode levar a uma perda de confiança e de satisfação com a vida profissional, o que pode se estender para outras áreas da vida.
Mas, afinal, o que pode ser feito para reverter essa situação? A primeira ação deve partir das próprias empresas, que precisam entender que, mais do que oferecer um salário atrativo, é necessário criar um ambiente de trabalho que propicie um senso de propósito e conexão entre os colaboradores. A comunicação e o feedback são fundamentais para que os funcionários se sintam valorizados e engajados com a empresa.
Além disso, é importante que as empresas invistam em programas de desenvolvimento e capacitação para seus funcionários, pois isso pode aumentar o senso de pertencimento e a motivação com o trabalho. Criar um ambiente colaborativo também é essencial para que os trabalhadores se sintam conectados uns com os outros e vejam que suas ações impactam positivamente no resultado final da empresa.
Mas, o trabalho de engajar os colaboradores não é apenas responsabilidade das empresas. Cada indivíduo também tem um papel importante nesse processo. É preciso que cada um se sinta parte do todo e entenda que suas ações são fundamentais para o sucesso da empresa. Além disso, buscar equilíbrio entre vida pessoal e profissional é fundamental para que o trabalho não se torne um fardo pesado e desmotivador.
Portanto,





