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Associações de setores taxados pelos EUA acreditam em reversão da alíquota de 50%

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Associações de setores taxados pelos EUA acreditam em reversão da alíquota de 50%

Desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro em 2018, as relações entre Brasil e Estados Unidos têm passado por uma série de turbulências. No entanto, recentemente, uma boa notícia vem trazendo esperança para a retomada do diálogo entre os dois países: a flexibilização das tarifas impostas pelos EUA sobre o aço e o alumínio brasileiros. Essa mudança foi anunciada pelo presidente Joe Biden durante sua campanha eleitoral e confirmada em abril deste ano, durante uma ligação entre os líderes do Brasil e dos EUA.

Essa notícia tem sido recebida com grande otimismo pelos setores afetados por essas taxações, principalmente o de carne bovina. De acordo com associações do setor, essa medida pode trazer uma importante reversão na alíquota de 50% imposta pelos EUA sobre a carne bovina brasileira desde 2018. Além disso, a retomada do diálogo entre os dois países sem viés político também é vista como um fator positivo para a expansão do mercado de carnes brasileira nos EUA.

Para a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), essa notícia é um grande alívio e abre novas possibilidades para o mercado de carne bovina brasileira. Segundo a entidade, os EUA são um importante mercado para o Brasil, representando cerca de 4,5% das exportações de carne bovina do país. Com a reversão da alíquota, espera-se que esse número aumente significativamente.

Outra associação otimista com essa mudança é a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). De acordo com a entidade, os últimos anos têm sido de grandes desafios para o setor, com as taxações dos EUA sendo um dos principais obstáculos. Por isso, a flexibilização dessas tarifas é vista como uma oportunidade para expandir os negócios com o país norte-americano e fortalecer a presença da carne brasileira no mercado internacional.

Além disso, a ABIEC acredita que a retomada do diálogo entre Brasil e EUA sem viés político é essencial para o fortalecimento e a diversificação das exportações brasileiras. Com o diálogo aberto e amigável, as chances de firmar novas parcerias comerciais e expandir os negócios são maiores.

Esse cenário também é visto com bons olhos pelas empresas do setor de café, outro importante produto de exportação brasileiro. A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) avalia que a retomada do diálogo entre os dois países trará uma maior estabilidade para o mercado e pode abrir novos canais de exportação para o café brasileiro.

Desde 2018, o mercado de café brasileiro foi afetado pela disputa comercial entre Brasil e EUA, com a imposição de tarifas e retaliação por parte dos norte-americanos. Essa situação gerou incerteza e prejuízos para o setor, que agora vê com otimismo a possibilidade de uma retomada das relações comerciais entre os dois países.

Além disso, a ABIC ressalta que essa mudança na postura dos EUA em relação ao Brasil pode trazer benefícios para todo o setor cafeeiro brasileiro, desde os produtores até os exportadores. Com uma maior diversificação dos mercados de exportação, o Brasil pode reduzir sua dependência dos EUA e aumentar sua participação em outras regiões, como a Ásia e a Europa.

Para o consumidor final, essa retomada do diálogo também pode trazer impactos positivos. Com uma maior estabilidade no mercado, é possível que os preços da carne bovina e do café se mantenham competitivos e não sofram grandes oscilações.

Tags: Prime Plus
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