A construção civil é um dos setores mais importantes da economia brasileira, responsável por gerar empregos e impulsionar o crescimento do país. No entanto, nos últimos anos, o setor tem enfrentado desafios e incertezas, especialmente devido à crise econômica que atingiu o país. Mas, apesar das dificuldades, a construção civil tem mostrado resiliência e, de acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), segue em crescimento, mesmo com a redução da projeção de crescimento para este ano.
A previsão anterior da CBIC era de um crescimento de 2,3% para o setor em 2021. No entanto, devido à alta da taxa básica de juros (Selic) e às mudanças nas regras de financiamento imobiliário, a entidade revisou sua projeção para um crescimento de 1,3%. Apesar da queda, é importante ressaltar que o setor continua em expansão, o que é um sinal positivo em meio ao cenário econômico atual.
A alta da Selic, que atualmente está em 5,25%, é uma medida do Banco Central para controlar a inflação. Porém, essa elevação da taxa de juros pode impactar negativamente o setor da construção civil, uma vez que encarece o crédito e, consequentemente, o financiamento de imóveis. Além disso, as mudanças nas regras de financiamento imobiliário, que entraram em vigor em agosto deste ano, também podem ter um impacto inicial no setor. No entanto, a CBIC acredita que essas alterações trarão resultados positivos a longo prazo.
Uma das principais mudanças nas regras é a redução do limite de financiamento de imóveis usados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que passou de 90% para 80%. Essa medida visa estimular o mercado de imóveis novos, que tem uma oferta maior e, consequentemente, preços mais competitivos. Além disso, o teto do valor do imóvel financiado pelo SFH também foi reajustado, passando de R$1,5 milhão para R$2 milhões em algumas regiões do país.
Outra mudança importante é a criação do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que permite o financiamento de imóveis acima do teto do SFH. Essa medida é positiva para o setor, pois amplia as possibilidades de financiamento, principalmente para imóveis de alto padrão.
Além disso, as mudanças nas regras de financiamento também visam trazer mais segurança para o mercado imobiliário, com medidas como a exigência de avaliação do imóvel por um engenheiro credenciado e a possibilidade de portabilidade de financiamento entre bancos.
Diante dessas mudanças, é natural que o setor da construção civil revise suas projeções de crescimento. No entanto, é importante destacar que essas medidas são necessárias para garantir a estabilidade econômica do país e, consequentemente, do mercado imobiliário. Além disso, a CBIC acredita que essas alterações trarão resultados positivos para o setor a longo prazo, impulsionando o crescimento e a geração de empregos.
Outro fator que contribui para o otimismo em relação ao setor da construção civil é o programa habitacional do governo federal, o Casa Verde e Amarela. Lançado no ano passado, o programa tem como objetivo reduzir o déficit habitacional no país e estimular a construção de moradias populares. Com a redução da taxa de juros e a ampliação do limite de renda para participar do programa, espera-se que haja um





