Um estudo recente realizado pela empresa de consultoria de riscos Marsh revelou que, apesar de terem ciência dos riscos naturais que podem afetar seus negócios, muitas companhias ainda dão prioridade a outras questões. O estudo, intitulado “Riscos Naturais: Percepção e Preparação nas Empresas”, avaliou a percepção e a preparação das empresas em relação a eventos naturais como tempestades, enchentes, furacões e terremotos.
De acordo com o estudo, 79% das empresas entrevistadas afirmaram estar preocupadas com os riscos naturais, mas apenas 35% disseram ter implementado medidas de prevenção e mitigação desses riscos. Além disso, somente 20% das empresas afirmaram ter um plano de gestão de crises em caso de desastres naturais.
Os resultados do estudo são alarmantes, principalmente levando em consideração que eventos naturais extremos estão se tornando cada vez mais frequentes e intensos. De acordo com o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a frequência e a gravidade de eventos climáticos extremos estão aumentando, representando uma ameaça significativa para as empresas e suas operações.
É preocupante constatar que, apesar de estarem cientes dos riscos naturais, muitas empresas ainda não estão tomando medidas efetivas para se prepararem e lidarem com esses eventos. A falta de um plano de gestão de crises pode causar grandes prejuízos financeiros e reputacionais, além de colocar em risco a segurança dos funcionários e a continuidade dos negócios.
O estudo da Marsh também identificou que a falta de recursos financeiros é um dos principais motivos que impedem as empresas de implementarem medidas de prevenção e gestão de crises. No entanto, é importante ressaltar que investir em medidas de mitigação e preparação pode trazer benefícios a longo prazo, reduzindo os impactos de eventos naturais e fortalecendo a resiliência da empresa.
Além disso, a pesquisa destacou a importância de uma cultura de gestão de riscos nas empresas. Quando a gestão de riscos é incorporada à cultura organizacional, a conscientização e a preparação para eventos naturais tornam-se parte do dia a dia de trabalho, aumentando a efetividade das medidas de prevenção e resposta.
É necessário que as empresas se conscientizem da importância de estar preparadas para eventos naturais e incluam a gestão de riscos em suas prioridades de negócios. Além de proteger seus funcionários e operações, a gestão de riscos também pode trazer benefícios financeiros, como a redução de custos com danos e interrupções nas operações.
As empresas também devem buscar parcerias com especialistas em gestão de riscos para identificar e avaliar os riscos naturais específicos de suas regiões e setores de atuação. A colaboração com seguradoras, agências governamentais e outras empresas pode ser fundamental para traçar um plano efetivo de gestão de crises e minimizar os impactos de eventos naturais.
O estudo da Marsh é um alerta para que as empresas revejam suas prioridades e deem a devida importância à gestão de riscos naturais. É preciso agir agora para se preparar para o futuro e garantir a sustentabilidade dos negócios em um cenário de mudanças climáticas e eventos naturais cada vez mais frequentes e intensos.

