A inflação é um tema que sempre gera preocupação e discussões entre a população e os economistas. Afinal, ela afeta diretamente o poder de compra das pessoas e pode impactar a economia de um país como um todo. Por isso, é importante estar atento aos indicadores econômicos, como o IPCA-15, que é uma prévia da inflação oficial do país.
Recentemente, o IPCA-15 divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) trouxe uma notícia positiva: a inflação subiu abaixo do esperado. No entanto, esse resultado não foi uniforme em todos os setores, e um dos principais responsáveis por esse recuo foi a deflação em carnes e o recuo de itens in natura.
A alimentação em domicílio, que é um dos itens que compõem o IPCA-15, teve uma queda de 0,25% em setembro, após uma alta de 0,35% em agosto. Essa deflação foi puxada principalmente pela queda nos preços das carnes, que tiveram uma redução de 4,83% no mês. Essa é a maior queda desde o início do Plano Real, em 1994.
Essa redução nos preços das carnes pode ser explicada por uma combinação de fatores. Em primeiro lugar, a demanda por carne no mercado interno diminuiu devido à crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. Com menos pessoas consumindo carne, os preços tendem a cair. Além disso, a alta do dólar também influenciou nessa queda, já que o Brasil é um grande exportador de carne e a moeda americana valorizada torna o produto mais caro para os compradores estrangeiros.
Outro fator que contribuiu para a deflação em carnes foi a redução do auxílio emergencial, que passou de R$ 600 para R$ 300 em setembro. Com menos dinheiro no bolso, muitas famílias tiveram que cortar gastos, e a carne, que é um produto considerado mais caro, pode ter sido substituída por outras opções mais baratas.
Além da deflação em carnes, o recuo de itens in natura também contribuiu para a queda da inflação. Os preços de produtos como tomate, batata-inglesa e cebola tiveram uma redução significativa em setembro, o que ajudou a equilibrar o índice geral.
No entanto, é importante ressaltar que nem todos os setores tiveram uma queda nos preços. O grupo de transportes, por exemplo, teve uma alta de 0,83% em setembro, puxada principalmente pelo aumento no preço dos combustíveis. Além disso, a inflação de serviços, que é um dos componentes mais importantes do IPCA-15, teve uma alta de 0,32% no mês.
Apesar da inflação ter subido abaixo do esperado em setembro, é importante ficar atento aos núcleos do IPCA-15, que são indicadores que excluem itens voláteis, como alimentos e energia elétrica. Esses núcleos são considerados uma medida mais precisa da inflação, já que eliminam os efeitos temporários de alguns produtos. E, nesse caso, a média dos núcleos continuou avançando abaixo do esperado, o que indica que a inflação pode recuar de forma mais consistente nos próximos meses.
Isso é uma boa notícia para a economia brasileira, já que uma inflação controlada é fundamental para o crescimento do país. Com a inflação sob controle, o Banco Central pode manter a taxa básica de juros (Selic) em patamares baixos, o que estimula o consumo e os investimentos. Além disso, uma inflação baixa também ajuda a manter o poder de




