Os reguladores dos Estados Unidos estão atualmente discutindo uma revisão proposta que visa reduzir os requisitos de capital para os bancos de Wall Street. Essa mudança beneficiaria não apenas os maiores bancos, mas também as instituições com grandes carteiras de negociação e até mesmo os bancos médios.
A proposta foi apresentada pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que está buscando flexibilizar as regras de capital bancário da era Biden. Isso ocorre após a mudança de liderança na Comissão de Valores Mobiliários (SEC) e na Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), que agora estão sob o controle de membros do partido republicano.
Essa proposta foi recebida com entusiasmo pelos banqueiros de investimento de Wall Street, que há muito tempo lutam contra as rigorosas regras de capital impostas após a crise financeira de 2008. Eles argumentam que essas regras limitam sua capacidade de gerar lucros e competir com bancos menores e menos regulamentados. Com a flexibilização dessas regras, os bancos de Wall Street teriam mais liberdade para investir em negociações e correr mais riscos, o que poderia levar a maiores lucros.
No entanto, os críticos dessa proposta afirmam que isso pode colocar em risco a estabilidade financeira e as proteções ao consumidor estabelecidas após a crise de 2008. Eles acreditam que reduzir os requisitos de capital para os maiores bancos poderia levar a um maior risco sistêmico e aumentar a possibilidade de uma nova crise financeira.
Diante dessas preocupações, o Federal Reserve está buscando um compromisso, tentando encontrar um equilíbrio entre permitir que os bancos de Wall Street tenham mais liberdade para investir e proteger o sistema financeiro como um todo. Eles também estão buscando um meio-termo que possa agradar tanto os republicanos quanto os democratas.
De acordo com a proposta, os bancos de Wall Street podem ser capazes de reduzir seu requisito de capital de 3% para 2,5%. Essa mudança só será aplicada aos bancos com mais de US $ 700 bilhões em ativos e que tenham uma grande quantidade de negociações em sua carteira. Isso incluiria gigantes como JPMorgan Chase, Citigroup e Goldman Sachs.
Essas instituições teriam que se submeter a uma rigorosa análise e aprovação do Fed por meio de testes de estresse e avaliações anuais. Além disso, eles ainda teriam que manter uma quantidade significativa de capital em reservas para cobrir eventuais perdas. Isso deve dissipar algumas das preocupações em torno da flexibilização das regras de capital para esses gigantes bancários.
Por outro lado, os bancos médios, que possuem menos de US $ 700 bilhões em ativos, também poderiam se beneficiar com a proposta. Eles poderiam ter seu requisito de capital reduzido de 3% para 2%. Isso ajudaria esses bancos menores a competir de forma mais justa com os maiores e mais poderosos bancos de Wall Street.
Essa mudança seria especialmente benéfica para os bancos regionais e comunitários, que lutam para cumprir as regras de capital devido à sua menor escala e margens menores. Eles poderiam ter mais flexibilidade para aumentar seus investimentos e empréstimos, o que pode resultar em um crescimento econômico mais robusto em suas áreas de atuação.
Essa proposta também é vista como um ajuste para as regras de capital implementadas durante o mandato do ex-presidente Barack Obama. Sob a liderança de Biden, a SEC e a CFTC expressaram interesse em flexibilizar




