Os gastos excessivos dos governos têm sido um dos principais responsáveis pela desvalorização de moedas locais em todo o mundo. Por outro lado, o ouro e o Bitcoin vêm ganhando destaque como alternativas seguras de investimento em meio a esse cenário de incertezas econômicas. Além disso, os conflitos geopolíticos têm acendido um alerta para a composição das reservas de países e também para a importância da tecnologia de transferência de recursos, como o blockchain.
Segundo um relatório divulgado pela empresa de investimentos Nord Research, a expansão fiscal e o risco geopolítico têm sido um “vento a favor” para o ouro e o Bitcoin. Isso significa que esses fatores têm contribuído para impulsionar o preço desses ativos e, consequentemente, a procura por eles.
Com o aumento dos gastos públicos em diversos países, a impressão de moeda também vem se tornando uma prática recorrente. Isso resulta em uma desvalorização das moedas locais e, consequentemente, em uma perda de valor do dinheiro das pessoas. Nesse contexto, o ouro se destaca como um ativo seguro e estável, que não sofre os efeitos negativos da inflação.
Outro fator que tem impulsionado o interesse pelo ouro é o risco geopolítico. Conflitos entre países, instabilidade política e tensões comerciais são apenas alguns exemplos dos eventos que podem afetar a economia global. Nesses momentos de incertezas, o ouro se torna um refúgio para os investidores, pois mantém seu valor mesmo em meio a crises internacionais.
Além do ouro, o Bitcoin também tem sido apontado como um investimento seguro em tempos de instabilidade econômica e geopolítica. Essa criptomoeda apresenta algumas semelhanças com o ouro, como a limitação de oferta e a descentralização, o que a torna uma boa opção para diversificar a carteira de investimentos.
No entanto, o Bitcoin vai além do ouro em termos de tecnologia e inovação. A sua principal característica, a blockchain, permite a transferência descentralizada de recursos, ou seja, sem a necessidade de intermediários. Isso significa que o Bitcoin pode ser usado como meio de pagamento internacional de forma mais rápida, segura e com menores taxas, o que pode ser muito benéfico em tempos de restrições comerciais entre países.
Além disso, a blockchain também permite a criação de contratos inteligentes, que são acordos programáveis que se autoexecutam quando determinadas condições são cumpridas. Isso pode ter um impacto significativo na forma como os negócios são feitos, aumentando a transparência e a eficiência das transações.
Diante desse cenário, a Nord Research recomenda que investidores diversifiquem suas carteiras com uma combinação de ouro e Bitcoin. Segundo a empresa, essa estratégia pode trazer um equilíbrio entre ativos físicos e tecnológicos, protegendo o patrimônio em tempos de incertezas e oferecendo oportunidades de ganhos em momentos de valorização desses ativos.
Em resumo, os gastos dos governos e os riscos geopolíticos têm sido fatores que impulsionam a procura por ativos como o ouro e o Bitcoin. Além de serem uma proteção contra a desvalorização do dinheiro, esses ativos oferecem vantagens em termos de inovação e tecnologia, o que pode impactar positivamente a economia global. Dessa forma, é importante estar atento a esses fatores e considerar a diversificação da carteira de investimentos com esses ativos.




